sábado, 24 de março de 2012

Nem tudo que reluz é ouro!

“Nem tudo que reluz é ouro”, não sei se é ignorância da minha parte, mas desconheço o autor dessa frase, que podemos chamar de clichê. O que posso afirmar é que se interpretarmos com mais atenção e levarmos para o nosso cotidiano vamos perceber que a ilusão com as aparências é mais comum do que imaginamos.

Aparência, o que se mostra à primeira vista; exterioridade, aspecto. Para a filosofia, aquilo que percebemos, por oposição à realidade em si, que nos escapa. Creio que tal definição filosófica não poderia ser mais feliz, escapar dos nossos sentidos seria o principal aspecto da palavra em questão, digo isso por questionar constantemente o fato de criarmos expectativas por algo que parece ser, mas às vezes simplesmente não é.

Frustração! Sim, sou ousado o suficiente para afirmar que creditar todas as suas convicções em uma aparência é tornar-se um alvo vulnerável de frustrações futuras, porém não sou totalmente incrédulo e sei que ao esperar por algo podemos nos surpreender positivamente, não quero mostrar ser um “pseudo-pessimista”, mas apenas sigo a lógica do “melhor ter nada a ganhar do que tudo a perder”, é obvio que não podemos levar ao pé da letra, mas a cautela é necessária, pois surpresas são inevitáveis, a todo o momento estamos sujeitos a ilusão, pois o simples fato de idealizar algo faz da própria ilusão uma realidade presente em nossos caminhos.

Realmente tudo se transforma a partir de uma expectativa ou desejo, mas dificilmente a perfeição do ideal é concretizada, e quando pensamos que conhecemos o suficiente, mas uma vez somos surpreendidos com as aparências, afinal “nem tudo que reluz é ouro”.

domingo, 11 de setembro de 2011

Decisões Erradas

O mundo é constituído de erros, ousaria dizer que a humanidade é estruturada sobre erros.

Ao escrever esse texto estou cometendo uma falha grave, vou expor toda minha revolta em relação aos erros que já cometi, pois eu não sou muito comunicativo comigo mesmo não consigo refletir sobre as minhas falhas, apenas sei que errei, não necessariamente persisto no erro, mas também não aprendo com eles, apenas me confundo com as possibilidades que tinha e não consegui enxergar, realmente estou errado.

De fato não sou compreendido, ora nem eu realmente sei a mensagem que quero passar, sinceramente não me importo, só sei que ao escrever eu exponho meus erros e reflito d certa forma coisas que antes estavam confusas e provavelmente continuarão, pois não sei se é burrice ou falta de coragem para ver o que está claro, talvez medo de admitir que o que vejo não é o que eu queria ver, ora quem nunca fugiu um pouco da sua própria realidade?

Porém existem pessoas que cometem um grave erro, vivem demais a sua realidade, e às vezes, a própria é ácida e crua, e a ausência de desvairo ou o excesso de lucidez apenas contribuem para acelerar um processo que não sei definir, apenas sei que não é legal fugir da velocidade natural das coisas.

Tentado redefinir algo que estava claro ou que aconteceria naturalmente, mudamos. Sim mudar é normal, mas o que realmente não é comum é forçar essa mudança.

Infelizmente nem sempre se percebe que na verdade não mudamos, pelo menos não por dentro, ainda mantemos opiniões ou ações que realmente queríamos mudar, mas mascarar a realidade é mais fácil que a própria mudança.

Definitivamente errei, pois acabei não mostrando o que realmente queria passar, pois trilhei outro caminho, talvez tenha tido êxito na escolha, mas o fato de não ter encarado o meu erro me privou de certo aprendizado e provavelmente aprenderei de outra forma ou talvez apenas encontre outras formas de errar.

sábado, 9 de julho de 2011

Crônica de hoje: Saudade!


Saudade ou sentimento nostálgico, sentir falta de algo ou de alguém estimado, são algumas das definições que encontramos, mas como entender como funciona a saudade? Porque é normal sentir saudades frequentemente e outras vezes raramente, ou sentir falta de algo que você nunca imaginaria?

Às vezes só sentimos falta quando nos deparamos com algo que nos faz ver e apreciar com outros olhos o passado, ou simplesmente passe por sua cabeça lembranças de algo que é realmente importante para você.

Eu diria que o pior tipo de saudade é a que vem junto com o arrependimento, como um estudante nato da mente humana pude constatar isso. Brincadeiras a parte, de fato é comum encontrarmos essa frase: “Não me arrependo de nada que fiz e sim do que não fiz.” É fácil entender porque as pessoas costumam se martirizar com isso, na verdade elas quase nunca fazem o que deveriam, simplesmente ignoram certos assuntos e por isso acabam sentindo falta, porém é saudade de algo que não tiveram e de certa forma poderiam ter (ou não), mas deixaram sair e ignoraram de uma forma que o subconsciente tenta resgatar para o seu próprio bem, porém o que passou, já passou e não voltará, ou talvez volte, por isso o sentimento nostálgico.

“A saudade é a luz viva que ilumina a estrada do passado”.

Não necessariamente saudade e passado devem ser relacionados, eu diria que podemos relacionar até mesmo com o futuro, pois talvez a o sentido real de saudade seja o fato de que um dia a saudade talvez passe.

Confesso que realmente não consigo me expressar quanto a esse sentimento, aliás, é notório que tento buscar explicações lógicas para entender certos assuntos, porém não tenho muito êxito.

Dentre as poucos coisas que sou apto a afirmar, ouso em dizer que o melhor da saudade é a sua morte.

Ora, quem não quer matar a saudade?

domingo, 19 de junho de 2011

Felicidade

Felicidade! Estado de quem é feliz, contentamento.
Mas o que realmente significa ser feliz? Algo com certeza difícil de explicar, porém terei a audácia de simplificar esse termo tão perseguido por todos.

Neste exato momento estou feliz pelo meu time ter ganhado (Bora Bahea), porém existem outros motivos que poderiam me desmotivar e acabar com a minha alegria. É notório que ao nos depararmos com situações de felicidade tendemos a nos esquecer de coisas que nos afligem.
Ora, a felicidade é necessária? Pergunta sem resposta, então o questionamento correto seria como conseguir a felicidade? Caro leitores, com absoluta certeza afirmo que existem pessoas que nunca alcançarão a felicidade plena. Audacioso da minha parte? Não, pois tenho convicção de que há pessoas que não realizaram todos os seus contentamentos. Então são infelizes? É evidente que algumas “infelizmente” sim, porém outras podem suprir esse sentimento com conformismo que em alguns casos acaba sendo a melhor das alternativas, não estou aqui para dizer que devemos nos conformar e ser infelizes, apenas tento passar parte da realidade em que vivem parcela da sociedade.

Ao perguntarmos a uma pessoa se ela é feliz e recebendo sim como resposta, e se logo após perguntarmos se ela quer um Ferrari de presente ou seu time do coração campeão brasileiro (Bora Bahea), com certeza encontramos uma contradição. Se a felicidade almejada já foi alcançada então o que essas coisas adicionais lhe acrescentariam? Com esse questionamento afirmo que a felicidade é algo dinâmico e sua definição não para num mero contentamento.

Notoriamente percebe-se que não há um padrão para ser feliz, mas por outro lado, existe um modelo desenhado e que às vezes somos induzidos a seguir, porém o dinamismo da felicidade faz-se perceber a mesma não é um objeto concreto, e mesmo que abstrato torna-se perceptível.

Dedicatória: Meu Bahea ♥ e minha consultora ! ;D

Sonho X Realidade

Sonhar: estar distraído, pensar de maneira vaga, fantasiar, alimentar ilusões, quimeras, utopias.
De certa forma todos sabemos diferenciar sonhos de realidade, mas o que faz uma pessoa tentar realizar um sonho se ela própria acha que aquilo não faz parte da realidade? Não estou aqui para vir com mais uma frase clichê do tipo: “Quem acredita sempre alcança”. Talvez esse seja o motivo para que as pessoas entrem em contradição com seus pensamentos e busquem algo considerado inatingível, elas simplesmente não são submissas ao seu pensamento metódico de satisfação.
Em conseqüência dessa busca por algo fora da realidade percebe-se o surgimento de idéias brilhantes, talvez com remotas chances de darem certo, porém brilhantes e encantadoras só pelo fato de existirem. Louco? Ora, quem é que não tem um pouco de loucura? As coisas mais simples podem ser os sonhos mais complexos e vice-versa, nem todos são capazes de entender o valor de um sonho, eu diria que o próprio sonho é algo utópico. Mas quem sou eu pra definir o valor ou o sentido de um sonho? Sou apenas um “tradicionalista modernista” que talvez tenha um sonho, que talvez possa ou não ser realizado, quem sabe um dia eu possa dizer que encontrei a utopia, afinal não custa nada sonhar e o mais importante é que dependo apenas de mim. Queria que essa afirmação fosse verdade, porém nem o mais solitário dos homens consegue pensar em um sonho pra si só, alguns inclusive tornam-se dependentes de outros para sonhar. Alguns podem questionar porque tal dependência se o sonho é de certa forma o auge do individualismo, pois os sonhos podem ser considerados o maior desejo do individuo.
Sem saber as respostas de porque sonho, tentarei não questionar, para que minha existência efetiva não me faça desistir de sonhar, apenas assim entenderei os objetivos dos meus sonhos.

Borba Jr., G.

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar"
(Eduardo Galeano).

Desilusão

Estou cansado! Chega de hipocrisia, não quero mais viver achando que está tudo bem!Estou sempre cercado de pessoas que dizem ser amigos, como é que ninguém me odeia? Isso não existe, acabo de perceber que vivo rodeado de sanguessugas que tentam de alguma forma me ludibriar com objetivos fúteis. Ta bom confesso que sou exagerado, mas não retiro o que disse anteriormente, sempre fui um cara desconfiado, mesmo assim acredito nas pessoas, e não pensem que sou um ser anti-social, realmente tentei-me autodenominar “anti-social”, mas não conseguir entrar para esse seleto “grupo da sociedade”, de certa forma sempre tive vários amigos, porém as frustrações são inevitáveis, realmente não sei se todos gostam de mim, porém infelizmente a recíproca é verdadeira. Não vejo maldade nas pessoas, talvez porque me falte a tal malícia, dificilmente não vou com a cara de uma pessoa e se eu não gosto acabo gostando, definitivamente para mim não é a primeira impressão que fica, seja falando ou escrevendo eu entro em contradição comigo mesmo, sou sempre desconfiado, não entendo nem o meu próprio modo de ser, não sei muito bem separar os sentimentos, às vezes sou frio e calculista outras deixo a emoção falar mais alto.
Tudo isso começou pelo fato de eu não confiar nas pessoas, talvez pelo fato de não confiar em mim mesmo, é bem mais fácil falar dos outros a dizer quem você é realmente, e isso é o que enfaticamente me irrita, porque falam tanto dos outros se você não conhece a si próprio? É obvio que existem exceções, eu acredito na existência de criticas construtivas, porém no meu cotidiano não sou nem criticado, vivo cercado por elogios, mesmo que seja verdade não sei se vale à pena elevar tanto a minha auto estima, pois quanto maior a altura pior a queda, pareço ser humilde, mas não sou e mais uma vez entro em contradição com minhas palavras.
E não! Definitivamente não sou depressivo, apenas sou mais questionador que o normal, não gosto de respostas obvias e tenho serias duvidas sobre a minha maturidade, provavelmente amadureci muito cedo e tento resgatar um pouco da minha visão antiga de mundo para que possa confiar novamente nas pessoas, mesmo já tendo muitos amigos continuo a desconfiar do “novo” e começo a questionar o “velho”. Talvez eu viva num estado temporário de imbecilidade (apaixonado), apaixonado por desafios, pelo difícil, não gosto de nada fácil, sou um “iludido” que vive dentro da realidade e com certeza não sofro por isso, mesmo que muitos achem impossível.

(Depoimento de um cara frustrado, desiludido e ainda iludido, que realmente acha que pode mudar o mundo e reverter essa situação).

“Eles dizem que é impossível encontrar o amor sem perder a razão, mas pra quem tem pensamento forte o impossível é só questão de opinião”.

PS.: Isso deveria ser uma obra de ficção, porém qualquer semelhança com a minha pessoa não é mera coincidência. ¬¬’

Borba, Geraldo.

Crônica de hoje: Limite.

Qual seria seu limite? Você pode achar que sabe até que ponto pode chegar, mas será que realmente você estaria preparado para chegar ao seu limite?

Realmente são perguntas que apenas você pode responder, o significado de limite pode ser mais complexo do que imaginamos, vai muito além de uma definição física ou matemática que encontramos no dicionário ou a idéia que é passada nesses programas sensacionalistas (ou não).

Às vezes podemos pensar que estamos realizando algo fora dos nossos limites, seja de qual for o tipo, mas, porém porque não pensar que podemos ir além disso? É obvio que realmente as pessoas têm seus limites e pra muita gente admitir isso não é fácil. É como eu sempre digo tudo é questão de ponto de vista, algo insignificante pra um pode ser algo grandioso para outro e vice-versa.

Algumas pessoas acham que todo ser humano deve testar seus limites, mas é claro que nem todo mundo quer sair da sua comodidade, eu prefiro partir da premissa que posso fazer tudo, até voar sacaninha (é só pegar um avião ¬¬’), enfim você só poderá ultrapassar seu limite quando você perceber que não tem limite (lembrando que você tem sim). É claro que não existe apenas o limite em que você rompe barreiras e surge toda aquela conversa de superação, seja mental ou física.

Tem muita gente que diz por aí: “O meu limite é o céu”. Boa sorte cara voa super-homem, afinal a passagem aérea nem ta tão cara assim. ¬¬’


PS.: Eu ainda não cheguei ao meu limite de escrever besteira. X|